| O Felipe e a Kombinha na Serra da Mantiqueira, em São Thomé das Letras |
Em São Thomé das Letras, a pretendida uma semana que passaríamos lá foi se estendendo até virar dois meses. E de quantas coisas foi feita a estadia em São Thomé! Tantas tardes na cachoeira em plenas segundas-feiras, tomates colhidos no quintal, horas e mais horas preguiçosas na rede, cervejas, batatas assadas na fogueira, estrelas cadentes naquele céu deslumbrante que só existe no interior. E o principal, que foram os tantos amigos. No ritual do Santo Daime aprendi que sem liberdade não há iluminação. No Tai chi veio o mais bonito dos aprendizados: "O homem com o coração aberto para o mundo, tem passarinho no seu quintal". A sede de mundo bateu, a gente seguiu, mas ficou o gosto bom de mais um lugar ter se tornado casa e deixado de ser mais um lugar.
E Minas é assim, cada cidadezinha que a gente para para passar um dia ou dois, nos agarra e nos faz ficar um tempo e dá um trabalhão para conseguir ir embora. Teve São João Del Rei que foi lindo demais, cheio de gente incrível e teve Ouro Preto com suas ladeiras e nossos amigos do coração.
Agora estamos na Bahia. Não vai dar pra ver as chapadas esse ano, já que a família nos mata se não voltarmos pro natal. Mas não tem problema, a estrada é assim, a vida é agora e eu amo Minas Gerais.
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